sábado, 21 de abril de 2012

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?
Brinquei muito, tanto que até enjoei...
Lavar, passar, esfregar, limpar, beijar, amar.

E muitas vezes simplesmente olhar...olhar...e olhar.


Olhar as obrigações e não ter coragem de enfrentar.

Se sentir incomodada com tantas coisas a fazer, mas sem saber por onde começar.


Minha vida, meu mundo...

Tantos são os verbos que me movem que acabo, muitas vezes, me sentindo uma marionete.

Ou incapaz de realizar qualquer reação exigida por todas esses infinitivos.


Só sei que algo mudou, o tempo mudou e a pessoa que controla essa marionete também mudou!

Obrigação não é mais o tom que comanda esse soneto, a parada agora é determinação.

E falta pouco, muito pouco para o grito ecoar. A vitória é certa e depois dela só me resta me amar!




Tem coisa nova por aqui, em relação a layout, só falta eu me adaptar!!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Tempooo

Não sumi, o tempo está meio escasso para mim!
Estudando e trabalhando muito, nem da minha casa estou dando conta mais, contratei até uma diarista para vir uma vez na semana para dar uma geral por aqui, ou ficaria inabitável.
Em alguns concursos me sai bem , outros nem tanto e enquanto me preparo para outros que virão fico no aguardo dos resultados.
O que mais me frustrou foi o da prefeitura da minha cidade, nesse último domingo.
Uma desorganização generalizada, denúncias de fraudes, badernas e o resultado não poderia ser outro que a suspensão do certame.
Me inscrevi para dois cargos e deveria fazer uma prova pela manhã e outra a tarde. A da manhã ainda consegui fazer, mas a da tarde estava já fazendo a prova quando a fiscal adentrou a sala informando que tinha sido "cancelado", nunca imaginei isso! Uma loucura...Perdi um domingo inteiro que não deu em nada. Esperando para o novo calendário que está com previsão para amanhã.
Enquanto isso tento me equilibrar como posso. Dei um tempo na academia, até porque como falei antes, tempo é o que me falta; e ando comendo mal! Nada de abusos, mas mal...
Acredito que maio será um bom mês, onde poderei dizer que poderei voltar a rotina...Enquanto isso permanecerei na correria!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Eu corro. Por Dráusio Varella

Li e foi como um tabefe na minha cara!!
É um projeto que tenho pra minha vida, que sempre adio.Mas uma hora ele vai ser colocado mesmo em prática.
O foco dos concursos passará e voltarei a rotina do eu me amo e me quero toda linda, de novo.



“Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.

Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça.

Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.

O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.

Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo”.

Drausio Varella, 68, Médico



domingo, 1 de abril de 2012

Cheguei de rio das Ostras e Macaé logo no início da tarde de hoje.
Desde sexta a noite lá, na concentração das duas provas que fiz das respectivas prefeituras, uma ontem e uma hoje, ambas para Pedagoga!
Não as achei muito fácil, a de hoje então foi mais fora de minha vivência, Pedagogia Hospitalar, mas eu achei muito interessante e amaria atuar nessa área! Só mesmo no meio da semana pra sair o gabarito e saber como fui.
Na outra que fiz, fiquei em 11º e estou esperançosa com a possível convocação, apesar de não ter ficado no numero de vagas!
Com toda essa tensão e ansiedade dei muitas escapadelas na alimentação, mas nada que não recupere no decorrer dessa semana.
Estou aflita, vejo que minha hora de emplacar num gol está próximo de chegar, mas ainda não chegou e fico ansiosa, agoniada e lidar com tudo isso gera aflição em demasia! Preciso relaxar...

Estarei bem bonitinha durante a semana, regradinha, para o feriadinho não me prejudicar tanto se der umas recaídas!

Vamo que vamo..