segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Crise pré quarenta...

Tenho pensado bastante em como desejo estar quando chegar aos meus 40 anos e quero que seja uma data muito importante para mim, que eu possa estar fisicamente bem, profissionalmente estabilizada, emocionalmente resolvida e me amando mais, muito mais do que hoje.
Esse fato tem mexido muito comigo, tenho me visto diferente e com comportamentos diferentes também. Me percebo mais vaidosa, ligada à moda, preocupada com roupas, combinações de sapatos e cintos e até comprando maquiagens, enfim...estou mais mulherzinha!
É um misto de sensações que me envolvem por estar alcançando esse nível de maturidade e sinto, sei ou desejo a possibilidade dessa ser uma das melhores fases de minha vida, com filhos adultos, com um vasto conhecimento de mundo e da vida, com um certo domínio de meu corpo e sem aquela ansiedade toda que a juventude nos traz. Aquela pressa toda que sempre me consumia foi desaparecendo com a maturidade; aquele imediatismo todo deu margem a uma vontade de se deliciar em cada segundo da vida, da importância de olhar mais para as pessoas, não no seu supérfluo, mas no que de importante é trazido pelo seu interior e também de me olhar mais
Cheguei até aqui e por muitas vezes me perguntei "como?" De repente 20, 30, num comodismo cruel, numa vidinha do tipo expectadora de mim e fechando os olhos para não enfrentar muitos fatos. Aprendi a me impor, a gritar, a exigir...A EXISTIR! E entre tantas coisas positivas e outras negativas cheguei num repente que me assustou. Não é medo de envelhecer, mas é envelhecer frustrada por não ter agarrado com forças as rédeas de minha vida e não ter vivido coisas que sei que me fariam bem e que gostaria de realizar.
Sei que sempre existirá uma margem de erros (rsrs)...sou humana e como todo que se preze realização total não existe,mas quero poder dizer "Cheguei até aqui e vivi muitas histórias", falta algo, sei lá, não dá para definir, mas há um vazio enorme e não quero que aos quarenta seja assim!
Falo de riscos, de motivos para rir, de histórias para contar e lembrar; não é viver de lembranças, mas saber que não vivi numa mesmice, numa rotina entediante...É saber que me amei, me respeitei, me permiti!
Essa música define tudo que tenho sentido e vivido.

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